segunda-feira, 6 de julho de 2009

Raiva

sou um ser inconsciente
puxo fogo a mim mesmo
torturo-me a olhar para ti
destróis a minha mente

a minha mente esta gasta
a minha alma esta apagada
tento descrever o que és para mim
mas não me sai nada

eu sou o assassino que acorda pela manha
para matar o que resta de mim mesmo
a raiva preenche-me...

(irrito-me e paro de escrever. estava a odiar o que estava a escrever)

Sem Título

na escuridao
perante as criaturas majestosas
misteriosa criação
talvez eu volte um dia, talvez

olhar por dentro do rio
a agua turva a tua imagem
e desejo a minha vida mais que nunca
voltarei um dia, talvez

nao ha como me esconder
olhar com os olhos possessos
em frente nao é o caminho
os bons tempos tao pa tras

onde vais?
"destruir a minha vida"
a resposta é simples
só eu sei
olhar por algo opaco.

o corpo esquece,
a memóra não.

domingo, 5 de julho de 2009

Recuar O Tempo

As saudades
são de quem precisa
e de quem não tem.

São as boas memórias
que te fazem sofrer.
Não devia ser ao contrário?

Porque não invocar
o Grande Espirito
para que nos conceda um desejo?
Existes?

Porquê viajar num grande espaço
infinito, sem fim...
onde está o fim?
Qual é a surpresa do mesmo acto continuo,
aquilo que te motiva?

fugir do passado
é um acto inocente
já que o tempo nos obriga a viver
e o unico meio de parar seria permanente
indesejável,
ainda que preciso.

Porque não nos concedes
o desejo de recuar o tempo?
já que possuis tamanha dádiva
completa e espantosamente divina.

Quem te criou se não descendes de ninguém?
Quem és?
A resposta é muda, intrigante...
inexistente.

Para Além Do Espaço E Tempo

olhando para os teus olhos vejo apenas o universo
deixa me aproximar mais,
pois quero olhar para além daquilo que me mostras,
quero olhar para alem da tua beleza e graciosidade.

Encantado nas tuas palavras,
Deixo me ir pelo doce som da tua voz.
Sei que é apenas uma ilusão
Mas recuso me a aceitar outra desilusão.

Mergulho por dentro dos meus pensamentos
vejo a minha direita uma mulher encantadora, porém vazia
e vejo à minha esquerda uma pobre mulher vazia de beleza
mas vestida com o manto da sabedoria.

Dentro dessa pobre mulher
existe o espaço e o tempo.
Nesse espaço e nesse tempo,
vivemos nós, perguntando o que há para alem deles.

Desde que te conheci, não questionei nunca mais
o que existiria para além do espaço e do tempo.
Para além do espaço e do tempo existes tu,
que com tamanha gentileza seguras o meu mundo a teus ombros.

O Nada

- O Nada, o nada é tão interessante. É feito de quê? O que fazes quando não fazes nada?
- Tudo...
- Como assim?
- ... Penso. Penso no escuro, nas letras, na música, nas mulheres, grandes cidades... - Mergulhava ele na sua imaginação com um certo prazer. - Penso em tudo.
Foi tudo feito de nada. Sem sentimento, exactidão, conhecimento. Feito de nada. - Salientou ele - Apenas profundo interesse individual, ignorância.
E se temos algo verdadeiro é o nada. Tudo tem mentiras, o nada não. - Explicou.

Não Tem Solução

Vamos lá, prestemos homenagem
Aos nossos antepassados
A doce fúria inexistente nas suas mentes
E a loucura criadora de tudo o que somos.

De cristal foram feitos os seus olhos
E gravados foram todos os romances que ela viu.

De todos os espíritos sábios
Nasceu ela com a luz da escuridão.

Onde antes residiam os seres fantasiados
Da sua imaginação.
Reside agora o seu espírito sem forma.
A morte nao tem solução

Morte Obscura

O que é que se sente agora?
O frio diamante rachou,
Ela gritou...
Pecado vem para me consolar.

As sombras já não dançam,
A face no reflexo fugiu.
A música...
Para onde foram todos?

Todos foram para a luz.
Luz azul no escuro que enlouquece,
Torce a minha mente.
Tapa a minha boca
Para nao blasfemar a tua beleza

A tua beleza...
Para onde foi essa beleza?
Que me dava a vida
E que agora enlouquece,
Tira a minha inspiração?

Imaginação, distorce o mau.
O mau é bom - és uma criança.
Cresce! Imaginação é loucura!
Mau é mau, é escuro...

Pecado, vem me consolar.
demónio brilhante, Deus monstruoso.
Tapa a minha boca para não blasfemar.
O pecado não serve para nos consolar.

Confusão - mente torcida.
Oh, estúpida imaginação!
Infância pura,
Morte obscura.